Amor Ilimitado - A dor de Amar Demais

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Tudo o que Ana vive hoje é exatamente como aconteceu comigo, em relação ao meu filho, vítima de homicídio e tráfico de órgãos.

Paulo Pavesi escreve:
Vera Mattos, parabéns pela nota publicada. Acompanho o caso da amiga Ana de Itacaré e as violências por ela sofrida, que não são poucas. Além do problema que ela vivencia, ela sofreu a violência do descaso, do desamparo das autoridades e das ameaças - que hoje são feitas com a ajuda de tribunais - onde processos a empurram para as grades.

Tudo o que Ana vive hoje é exatamente como aconteceu comigo, em relação ao meu filho, vítima de homicídio e tráfico de órgãos.

As leis Maria da Penha, e de transplantes ficaram muito bonitas nas páginas de intenções. Mas na prática, não servem em nada.

Nesta semana, estava no aeroporto de Brasília e lá havia um cartaz sobre a lei Maria da Penha, ressaltando alguns resultados. Mas quando vejo a Ana batalhando para ter seus direitos reconhecidos, penso que o cartaz é tal qual está na parede: fixo e sem vida.

Por sorte, mulheres como você e a Ana ainda estão alerta e não vendem suas dignidades por preço algum.

Vamos em frente!!!!!!!!!!

3 de Dezembro de 2007 12:38

Um comentário:

Ana Maria C. Bruni disse...

Conheci neste período trágico de minha vida, várias pessoas maravilhosas. Dentre elas especialmente este homem,Paulo Pavesi, que se doou, me fortalecendo, me dando ânimo a continuar e fazer com que minha voz fosse ouvida.

Um grande homem, um lutador, um pai.

A Força transmitida:

Se eu não acreditar no que podemos fazer - nós vítimas - para mudar isto tudo, com caráter e dignidade, de fato é o fim de tudo.

Agora nos cabe o peso de sermos tratados como loucos, pois são loucos aqueles que enxergam a podridão onde todos acreditam que existe a justiça.

Conseguir espaço... É um processo lento e difícil, mas precisa de persistência.
É como aquelas trilhas que se abrem no mato. De tanto as pessoas passarem o mato ruim morre e fica a terra como se fosse um caminho. Mas é preciso passar por lá sempre para que o mato não volte.

O que importa é que estamos vivos. O pulso ainda pulsa! E enquanto pulsar estamos de pé!!!!

Do amigo Paulo Pavesi

http://www.combater.org/