sexta-feira, 20 de junho de 2008

Extinta


 

Extinta

 

Eu, Mulher

Fecho minhas pernas

Bloqueio meu ventre

Seco meu peito

Enrijeço minhas mãos

Calo minhas palavras

Deixo meus braços junto a meu corpo

Meus pés não caminharão

Não guerrearei

Emudeço minha voz

Desapareço

Extinta

E então Homem,

Verás e sentirás

Que não terás mais prazer

Que não gerarás filhos

Que sua casa se tornará um caos

Não serás abraçado

Nem ouvirás doces palavras

Não terás auxilio no labor

Nem quem empunhe a espada ao teu lado

Caminharás só,

Caminharás só,

Caminharás só,

Como um animal em extinção

E serás exterminado,

porquanto me exterminaste primeiro.

 

Ana Maria Bruni

 

www.territoriomulher.com.br



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