terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Por acaso tens avó, mães, tias, primas, filhas?

A coreografia do Réveillon de Salvador
Por Marlúccia Araújo
"Rala a tcheca no chão...", "Esfrega a xana no asfalto...", "Desce com a mão no tabaco...",
"Perereca pra frente, perereca pra trás...".
Nunca na história da música popular brasileira o órgão sexual feminino
foi tão "poeticamente" cantado e exaltado.

O lirismo dos refrões das músicas (de duplo sentido) da banda de pagode
baiana Black Style beira a pornografia e faz ruborizar qualquer beata convicta,
mulheres recatadas ou
simplesmente amantes das melodias chanceladas com o selo de qualidade da MPB.

Ignorando todos os preceitos e "preconceitos", a banda segue cantando e, creia,
fazendo sucesso na Bahia com seus hits apimentados, porque não dizer sexualizados.

Não são apenas as meninas pobres dos guetos, as chamadas "piriguetes",
com seus looks minimalistas que requebram e fazem coreografias pra lá de sensuais,
embaladas ao som caliente do Black Style. Mocinhas branquinhas das classes sociais
mais privilegiadas também se apropriam da tendência e mandam ver no rebolado
...

O que pretendem os homens ?
Como se permitem a induzir estas jovens nesta orgia vergonhosa!
Como se sujeitam a este tipo de músicas e danças estas jovens mulheres?
O que acontece no Nordeste? Perdeu sua música?
Mulheres mostrem suas caras e não suas bundas!
Respeitem-se . Preservem-se e Afastem-se destes seres!
 
Ana Maria C. Bruni
Territorio Mulher
Do Itacaré News

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