sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Agorafobia provoca medo incontrolável e afeta segurança

 

Mais do que uma crise de pânico, ela torna a pessoa dependente das outras.
 
Buscar locais que tenham uma saída fácil, caso a situação necessite de uma fuga rápida, e evitar situações onde escapar seria algo difícil. Esses são dois sintomas característicos da agorafobia. O distúrbio é frequentemente confundido com a síndrome do pânico, que geralmente se manifesta por crises agudas de ansiedade sem que seja identificado o estímulo. Já a agorafobia torna a pessoa dependente das outras para tudo, já que sente medo de se ver em uma situação em que se depare com o medo. De acordo com a psicóloga Adriana de Araújo, especialista do MinhaVida, quem sofre do problema sente necessidade de ter sempre uma companhia por perto. "Dessa forma, a pessoa tem uma sensação de segurança", explica ela.

Como qualquer fobia, o medo de sentir medo pode oscilar desde o nível mais leve até o mais grave. O primeiro é aquele que não influencia diretamente o modo de viver da pessoa, assim, ela segue sua vida, realiza tarefas e participa de situações, apesar do medo. O nível mais grave é aquele que compromete ações diárias da pessoa, hábitos corriqueiros como sair de casa para ir à padaria viram um tormento. Medos por locais específicos, como túneis, são muito comuns em quem sofre de agorafobia. "Mas, normalmente, o medo de lugares menores está ligado à claustrofobia", explica a especialista.

Muita gente confunde a agorafobia com fobia social. No entanto, como explica a psicóloga, são situações completamente diferentes. "Enquanto a fobia social é ligada ao medo das pessoas, de exposição, críticas, a agorafobia é a falta de opções para encontrar uma saída, caso precise de uma", completa a especialista.

As pessoas mais próximas de quem sofre de agorafobia também são atingidas pela situação. Quando a pessoa demonstra precisar de companhia, há aqueles que acompanham e ajudam a pessoa que tem medo, mas também existe o grupo que não entende a doença. É aí que surgem efeitos em quem sente medo por conta da relação conflituosa com pessoas próximas. Segundo a psicóloga, aparece o sofrimento, a insegurança e a falta de confiança em si próprio. "Ser independente e livre do medo é fundamental para o bem-estar emocional", completa a especialista.

Assim que for identificado qualquer tipo de medo, a busca por um especialista é imprescindível. Como salienta Adriana de Araújo, o medo pode aumentar e prejudicar o controle emocional . "Uma vez que o medo é criado através de reforço, pode ficar mais intenso se não for tratado, prejudicando ações do indivíduo", comenta a psicóloga.


Tratamentos
Diante de um diagnóstico, o especialista apresentará as possibilidades de tratamento. "A técnica deve estimular a superação e o desbloqueio do medo", explica Adriana de Araújo. Pode-se fazer uso de exercícios específicos que estimulam a superação do medo, além de métodos como hipnose terapêutica, EMDR, PNL e o novo código da PNL. "Essas são técnicas modernas e de rápida ação na mudança do comportamento humano", completa a especialista.


EMDR (Dessensibilizaçao e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares)
Método desenvolvido na década de 1980, nos Estados Unidos, pela psicóloga Francine Shapiro. Uma pessoa emocionalmente alterada encontra dificuldades para processar informações e, por conta disso, a lembrança de um trauma se torna perturbadora. Durante uma sessão de EMDR, o cérebro é estimulado enquanto o paciente se concentra na situação que o aflige. A partir daí, o terapeuta faz movimentos circulares com o dedo diante da face do paciente e pede que ele os siga com os olhos enquanto mantém o pensamento no que o deixa angustiado Esses movimentos oculares são repetidos até que a concentração dispensada pelo paciente ao problema se disperse e ele comece a associar a situação a outros tipos de pensamentos, como "estou bem sendo eu mesmo".

PNL (Programação Neurolinguística)
Técnica desenvolvida na década de 1970 por John Grinder e Richard Bandler. Baseia-se na criação de estruturas para os processos inconscientes que formam a base da comunicação das pessoas. É o estudo da relação que criamos entre pensamentos, sentimentos, emoções e a forma como eles interagem com a comunicação com outras pessoas, desfazendo associações que causam sofrimento.
 


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